Guia para agências
Como empacotar o trabalho com honestidade: escopo, entregas, contrato, relatório, sinais de alerta e a postura diante do cliente.
Neste texto
Para quem é este guia
Para donos e gerentes de agências de SEO, conteúdo e performance que querem incluir o serviço no portfólio, ou que já o vendem e querem profissionalizar. Nível: avançado. Pré-requisito: domínio de SEO técnico e editorial, e leitura do método. O guia é complementar ao guia para marcas, que mostra o que o cliente deveria cobrar de você.
Como definir o escopo?
O escopo segue as seis etapas do método, com entregas verificáveis.
| Etapa | Entregável | Critério de aceite |
|---|---|---|
| 1. Perguntas e entidades | planilha de perguntas agrupadas, entidades com nome oficial e página-casa | cliente aprova a lista e congela a redação |
| 2. Resposta canônica | blocos de 40 a 80 palavras por pergunta prioritária | teste de leitura isolada |
| 3. Prova | registro de prova por afirmação crítica, correções de texto | cada afirmação tem referência que abre |
| 4. Estrutura | revisão de acesso, HTML, schema e páginas-chave | validação técnica e leitura sem JavaScript |
| 5. Fontes externas | ficha de fatos, correção de perfis e diretórios controláveis, pedidos de correção | divergências corrigidas ou documentadas |
| 6. Medição | coleta recorrente, arquivo das respostas, relatório | protocolo registrado e dados brutos entregues |
Defina também o que NÃO está incluído: criação de avaliações, compra de menções, redes de sites, produção em massa de páginas, garantia de resultado.
O que prometer e o que não prometer?
Prometa: um diagnóstico com evidência, um plano em ordem de prioridade, execução das entregas listadas, medição com protocolo registrado e relatórios periódicos. Não prometa: posição, quantidade de citações, tráfego, receita ou prazo para aparecer em uma plataforma. Ninguém controla a resposta de um assistente, e as respostas variam entre execuções. O Google também orienta quem contrata serviços de SEO a ter cautela com quem promete sucesso de ranqueamento ou acesso a métricas internas.
Há uma razão comercial para essa disciplina. Um cliente que ouve "garantimos" e vê a marca ausente na primeira coleta cancela. Um cliente que ouve "vamos corrigir estas seis divergências e medir a precisão a cada duas semanas" tem um critério para avaliar o trabalho.
O que colocar no contrato?
- 01Escopo por etapa, com entregas e critérios de aceite como na tabela acima.
- 02Cláusula de conduta: nenhuma avaliação, menção, depoimento ou perfil fabricado, e nenhuma rede artificial de sites. A agência recusa o pedido do cliente que contrarie isso.
- 03Cláusula de prova: o cliente fornece comprovantes das afirmações críticas, e a agência não publica o que não tem prova.
- 04Cláusula de dados: protocolo de coleta, perguntas, plataformas e respostas arquivadas pertencem ao cliente e são entregues em formato aberto.
- 05Cláusula de autorização: marcas, nomes e dados de terceiros só com autorização por escrito.
- 06Cláusula de expectativa: declaração de que não há garantia de posição, citação, tráfego ou receita.
- 07Revisão do escopo a cada trimestre, quando as plataformas mudarem.
Como montar o relatório?
O relatório mensal tem cinco blocos. Primeiro, o protocolo: perguntas, plataformas, número de execuções e datas. Segundo, os indicadores: presença, precisão e fontes citadas, com comparação ao ciclo anterior. Terceiro, os relatórios das plataformas, como o de desempenho de IA no Search Console e o do Bing Webmaster Tools, com a ressalva de que medem citações e não posição. Quarto, as mudanças feitas no período, com data. Quinto, as conclusões com linguagem proporcional e as decisões para o próximo ciclo.
Evite painéis com um único "índice de IA" cuja fórmula o cliente não pode inspecionar. O Google adverte, em seu guia, contra ferramentas de terceiros que prometem sucesso ou acesso a métricas internas. Se você usa ferramentas de monitoramento, descreva o que cada uma mede, a amostra e os limites. A rotina completa está em ROI sem clique.
Quais sinais de alerta aparecem em propostas e subcontratados?
- Promessa de prazo para aparecer em um assistente específico.
- "Rede própria" de sites ou perfis para citar o cliente.
- Pacotes de menções, avaliações ou publieditoriais sem identificação.
- Volume alto de páginas criadas para variações de pergunta, o que o Google descreve como abuso de conteúdo em escala.
- Texto escondido ou instruções endereçadas a modelos na página, práticas que a política de spam do Google trata como abuso.
- Relatório sem protocolo, com números sem origem.
- Recusa em entregar os dados brutos.
Se o seu fornecedor ou freelancer pratica algum deles, o risco recai sobre o cliente e sobre a sua agência.
Como lidar com o cliente que pede atalho?
Explique a lógica do risco com fontes. O cliente que pede "mais menções" ou "umas avaliações" precisa saber que o Google afirma que buscar menções inautênticas não é tão útil quanto parece, que as políticas de marcação consideram avaliações falsas uma violação e que pesquisas sobre dados de treinamento tratam o volume de documentos maliciosos como risco a ser defendido, e não como alavanca. Ofereça a alternativa: corrigir fatos, produzir prova, conquistar menções reais por conteúdo e relacionamento. Se o cliente insiste, recuse o trabalho. O manifesto deste site é uma boa peça para anexar à proposta.
Como organizar a operação para vários clientes?
Mantenha um modelo de ficha de fatos, um modelo de planilha de perguntas, um protocolo de coleta e um relatório padrão, e ajuste por cliente. Separe os dados de cada cliente, arquive as respostas com data e versão do protocolo e registre quem coletou. Faça a revisão por pares da classificação de respostas em uma amostra: duas pessoas classificando as mesmas respostas devem concordar em nove de cada dez casos. Atualize o protocolo quando as plataformas mudarem e comunique a quebra de série ao cliente.
Quais erros comuns de agência evitar?
Vender o serviço como pacote de resultado. Reaproveitar o mesmo texto em muitos clientes. Medir uma vez e declarar vitória. Esconder a variabilidade das respostas. Misturar, no relatório, dados de plataformas com metodologias diferentes. Publicar casos sem autorização do cliente. Citar marcas de clientes em materiais comerciais sem contrato que permita. A página de erros comuns complementa a lista.
Perguntas frequentes
Posso usar o nome LLM Seeding no meu serviço?
O LLM Seeding™ é um framework criado por Camillo Dantas, com autoria declarada. Se você o usa, atribua a autoria e descreva o que sua agência de fato faz, sem sugerir parceria ou chancela. O registro formal da marca não está confirmado nesta página, então consulte o autor antes de usá-lo em materiais comerciais.
Como cobrar sem prometer resultado?
Cobre por escopo e por tempo: diagnóstico, implantação e acompanhamento recorrente, cada um com entregas descritas. Modelos de bônus por resultado exigem definições muito claras do que é resultado, e a agência não controla a resposta de um assistente.
O que entregar ao cliente ao final de um contrato?
A ficha de fatos, os blocos de resposta, o registro de provas, o conjunto de perguntas, as respostas arquivadas com data, os relatórios e o protocolo. Tudo em formato aberto, para que o cliente possa continuar sem depender da agência.
Fontes
- Optimizing your website for generative AI features on Google Search, Google Search Central (2026-07-10)
- Spam policies for Google web search, Google Search Central (2026-08-28)
- General structured data guidelines, Google Search Central (2026-10-14)
- A small number of samples can poison LLMs of any size, Anthropic (2025-10-09)
- Bing Webmaster Tools AI Performance Report, Adobe Experience League (2026-10-02)
Método: Camillo Dantas (autoria declarada). Este guia não substitui aconselhamento jurídico. Última revisão: 14/10/2026.
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